A greve dos bombeiros em Bruxelas, iniciada na terça-feira, continuou esta quarta-feira, causando constrangimentos nos serviços de emergência da capital belga.

Segundo os representantes sindicais, a paralisação está a ganhar cada vez mais apoio entre os profissionais, prevendo-se que prossiga nos próximos dias. O primeiro-ministro da Região Flamenga, Boris Dilliès, reuniu-se com os representantes sindicais para ouvir as suas reivindicações e apelou a um diálogo contínuo para encontrar soluções para os problemas identificados.

Dilliès destacou o trabalho dedicado dos bombeiros de Bruxelas e anunciou a contratação de 40 novos profissionais até ao final do ano, bem como o reforço do investimento na melhoria da infraestrutura do serviço. As organizações sindicais, contudo, consideram que estas medidas são insuficientes e alertam que, mesmo com as novas admissões, o défice de pessoal persistirá até ao final do ano. Foi ainda sublinhado que apenas uma pequena parte do apoio financeiro de 10 milhões de euros transferido pelo governo federal poderá ser utilizada para reforço do efetivo.

Apesar dos esforços negociais, persistem divergências significativas entre as partes. As estruturas sindicais exigem ações concretas e realistas, não estando prevista, para já, a realização de uma nova assembleia-geral dos trabalhadores. Tanto autoridades como sindicatos frisam que a segurança da população de Bruxelas é a principal prioridade e garantem que as conversações prosseguirão com vista à obtenção de soluções duradouras.