O governo holandês anunciou que, a partir de 22 de setembro, vão ser proibidas a importação e o trânsito no país de produtos provenientes dos colonatos israelitas situados em territórios palestinianos ocupados.
A decisão foi formalizada numa comunicação do ministro dos Negócios Estrangeiros, Tom Berendsen, ao Parlamento, onde confirmou a entrada em vigor da medida após meses de indefinição sobre a data concreta de aplicação do embargo.
O executivo dos Países Baixos pretende, assim, exercer pressão sobre Israel, em resposta ao que considera serem violações do direito internacional, ao impor o bloqueio não só à importação direta, mas também ao comércio em trânsito e às operações de empresas holandesas com atividade externa. A nota governamental sublinha ainda que qualquer tentativa de contornar o embargo será considerada uma infração punível.
Apesar das diligências encetadas junto da União Europeia para uma resposta coordenada, a Holanda não obteve consenso suficiente para uma eventual proibição à escala comunitária. Países como a Bélgica, Espanha e Irlanda já tinham avançado com restrições semelhantes em termos nacionais.
A questão da expansão dos colonatos israelitas na Cisjordânia e nas Colinas de Golã permanece motivo de preocupação internacional, sendo estas construções consideradas ilegais à luz do direito internacional. As Nações Unidas têm vindo a denunciar violações dos direitos da população palestiniana nestas regiões.
