O crescimento das burlas digitais tem vindo a exercer uma pressão crescente sobre os serviços sociais em Portugal. O recurso de criminosos a métodos cada vez mais sofisticados para enganar os cidadãos está a resultar, segundo as autoridades, na possibilidade de apoios sociais serem desviados para quem não tem direito aos mesmos. Paralelamente, a segurança dos recursos públicos encontra-se cada vez mais ameaçada.

Este tipo de fraude tem levado os organismos públicos a reforçarem as suas medidas de segurança. Contudo, estas ações implicam custos inesperados nos orçamentos e podem também traduzir-se em atrasos na atribuição de apoios a quem efectivamente deles necessita. Especialistas salientam a necessidade urgente de fortalecer a literacia digital e a sensibilização da população.

Entidades oficiais apelam ainda à vigilância dos cidadãos, incentivando à denúncia de transações suspeitas. A sustentabilidade dos serviços sociais depende da responsabilidade tanto dos organismos do Estado como dos próprios indivíduos. Está ainda em debate a expansão de sistemas de controlo e de programas de formação para mitigar os efeitos destas burlas.