O desperdício alimentar tem vindo a assumir-se como uma das grandes preocupações do mundo contemporâneo, impulsionada pelos custos crescentes dos géneros alimentares e pelas inquietações ambientais. Especialistas alertam que todos os anos milhões de toneladas de alimentos acabam no lixo, agravando não só as perdas económicas mas também a pressão sobre o ambiente.
Para fazer face a este problema, foram identificadas sete abordagens inovadoras. A primeira passa por promover a consciencialização social, com campanhas dirigidas aos consumidores para informar e sensibilizar sobre a importância de evitar o desperdício. Em segundo lugar, destaca-se o desenvolvimento de novas tecnologias de embalamento que prolonguem o tempo de conservação dos alimentos.
O reforço das redes de doação e partilha de bens alimentares surge como terceiro eixo, contribuindo para encaminhar excedentes para quem mais precisa. A digitalização assume igualmente um papel importante, permitindo uma maior eficiência em toda a cadeia de distribuição alimentar.
Outra das estratégias propostas incide na adoção de melhores práticas de planeamento por parte de restaurantes e supermercados, reduzindo o volume de resíduos gerados. Alarga-se ainda a recomendação à promoção de técnicas de compostagem e outras formas de reciclagem orgânica, como sexta medida.
Por fim, ganha relevo a implementação de políticas alimentares sustentáveis por parte das autarquias, com o envolvimento dos poderes locais na luta contra o desperdício. Segundo os especialistas, a concretização e aplicação determinada destas sete medidas poderá não só travar as perdas económicas, como também contribuir de forma significativa para a preservação da saúde ambiental a escala global.
