De acordo com uma notícia avançada pelo Politico, várias regiões europeias estão a recuperar práticas tradicionais de pastoreio como estratégia natural para reduzir a vegetação seca e arbustos que alimentam a propagação rápida dos incêndios florestais.
A redução da população rural e o declínio das atividades agropecuárias nas últimas décadas têm levado ao aumento da vegetação inflamável nas áreas florestais, sobretudo no sul da Europa e em países mediterrânicos, agravando o risco de incêndios de grandes dimensões. Cabras e ovelhas, ao alimentarem-se de arbustos e ervas secas, ajudam a limpar o subcoberto florestal, criando descontinuidades naturais que dificultam o avanço do fogo e facilitam o seu controlo.
Em Espanha, França e Portugal, entre outros países, autarquias e entidades ligadas ao setor florestal começaram a apoiar financeiramente pastores para incentivar o pastoreio de cabras, ovelhas e bovinos autóctones em zonas de maior risco. Esta solução é apontada como uma alternativa mais sustentável e económica face à limpeza mecânica tradicionalmente feita por maquinaria pesada.
Os especialistas sublinham, no entanto, que o pastoreio deve ser conjugado com outras técnicas, como queimas controladas, limpeza mecânica e uma gestão eficiente dos terrenos, para que o impacto na redução do risco de incêndio seja realmente significativo.
