Nos primeiros sete meses de 2026, as autoridades belgas já contabilizaram 117 incêndios florestais, superando em dois o total registado durante todo o ano anterior e atingindo o valor mais elevado dos últimos anos, segundo dados divulgados pela Faculdade de Engenharia de Biociências da Universidade de Gent.
Os especialistas sublinham que este aumento de ocorrências não é meramente acidental e estará associado ao agravamento das alterações climáticas, que têm vindo a intensificar o número de dias com elevado risco de incêndio tanto na Bélgica como no restante continente europeu.
Apesar de a Bélgica não ser afetada por incêndios tão devastadores como os que habitualmente atingem regiões como Bordéus ou Madrid, o país enfrenta um cenário de seca que tem favorecido o surgimento de fogos em várias zonas naturais, incluindo florestas, charnecas, dunas e áreas húmidas. O valor médio anual de incêndios florestais ronda os 62, tendo este ano, até julho, quase duplicado esse número.
Oito em cada dez incêndios ocorreram na Região Flamenga, com a província de Limburgo a liderar a lista, concentrando 20% dos casos, seguida de Namur com 17%, Flandres Ocidental e Antuérpia com 13% cada.
Mais de 95% destes incêndios têm origem humana, quer sejam provocados de forma intencional ou acidental. Os peritos destacam que, embora não seja possível eliminar totalmente o risco de incêndio, é fundamental implementar uma abordagem integrada que permita minimizar significativamente os seus impactos.
