Uma sondagem realizada em junho junto de 250 grandes empresas na Bélgica revela um cenário contraditório no mercado de trabalho. De acordo com os dados recolhidos, embora mais de oito em cada dez destas empresas equacionem contratar novos colaboradores nos próximos seis meses, cerca de um terço planeia avançar com despedimentos no mesmo período.
A maioria das novas contratações deverá incidir sobre contratos permanentes, com uma procura especialmente elevada nos sectores das tecnologias de informação, áreas digitais, dados, operações, produção, construção civil e logística.
Segundo as empresas inquiridas, a principal motivação para as novas admissões prende-se com a necessidade de substituir trabalhadores que abandonam a organização, se reformam ou se ausentam por diversos motivos. Ao mesmo tempo, a escassez de competências digitais surge como uma das maiores lacunas para as empresas.
Por outro lado, sectores como logística, cadeia de abastecimento, armazenamento, operações, produção, construção e compras deverão concentrar a maior parte dos despedimentos previstos.
Redução de custos, reestruturação empresarial, incompatibilidade entre os trabalhadores e as funções desempenhadas, bem como o término de funções temporárias, são apontados como os motivos mais frequentes para os despedimentos. A amostra do inquérito dispersa-se geograficamente, com 60% das empresas localizadas na Região Flamenga, 22% na Valónia e o restante em Bruxelas.
Os resultados ilustram as oportunidades e incertezas que coexistem atualmente no mercado laboral belga.
