Especialistas estão a analisar de perto o impacto das ondas de calor intensas nas populações urbanas. O aumento da frequência e da intensidade destes fenómenos em áreas urbanas tem vindo a agravar os riscos para a saúde pública e a comprometer a qualidade de vida, afectando de forma particular os idosos e pessoas portadoras de doenças crónicas.

Os peritos sublinham que, para lá das intervenções ambientais e infraestruturais, é fundamental criar redes de apoio social. A existência de espaços de refúgio climatizados e de linhas de apoio de emergência pode ser determinante para proteger os grupos mais vulneráveis durante os períodos de temperaturas extremas. A sensibilização da população e campanhas informativas integram igualmente as medidas recomendadas para garantir uma resposta mais efectiva às ondas de calor.

Segundo os especialistas, apenas uma abordagem centrada nas pessoas em matéria de planeamento urbano permitirá reforçar a resiliência das comunidades a médio e longo prazo. Investimentos em infraestruturas, a expansão de zonas verdes e a melhoria do acesso aos cuidados de saúde são apontados como pilares essenciais para mitigar os efeitos negativos do calor excessivo nas cidades.